Justiça afasta Torcida Jovem do Flamengo por dois anos de eventos esportivos

A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quarta-feira (17), o afastamento da Torcida Jovem do Flamengo de todos os eventos esportivos realizados no país, pelo prazo de dois anos. A decisão atende a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e atinge todos os membros e associados da organizada.

A sentença foi proferida pela juíza Renata Guarino, que também rejeitou a homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o MPRJ e a torcida em agosto deste ano. O acordo previa regras para o retorno gradual da organizada aos estádios, mas relatórios recentes do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE) apontaram episódios de violência e desordem, levando ao rompimento do entendimento.

Relatos de violência

Segundo o MPRJ, após a liberação parcial da torcida — autorizada em 31 de agosto, no jogo contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro — ocorreram novos incidentes em estações de trem, vias públicas e no interior do Maracanã, incluindo:

  • Invasões a estações da SuperVia e coletivos;
  • Agressões físicas em áreas públicas;
  • Roubos no estádio;
  • Confrontos com torcedores rivais em diferentes pontos do Rio, como Copacabana, Niterói e Cidade de Deus.

O órgão entendeu que tais fatos configuram descumprimento das obrigações assumidas no TAC, justificando a imposição de nova medida restritiva.

Histórico de punições

A Torcida Jovem já havia sido punida em 2021, quando foi afastada por três anos em razão de condutas semelhantes, além de ter sido condenada ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. O retorno, previsto no acordo de 2025, dependia do cumprimento de regras de conduta e da ausência de reincidência.

Outras torcidas em análise

A Justiça também solicitou ao BEPE informações sobre recentes episódios envolvendo as torcidas Força Jovem do Vasco e Fúria Jovem do Botafogo. Assim como a organizada rubro-negra, ambas haviam firmado TACs para retornar gradualmente aos estádios.

A medida ocorre durante investigação sobre a morte de um torcedor vascaíno no bairro de Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio, em confronto anterior ao jogo entre Vasco e Botafogo, pela Copa do Brasil. Informações preliminares indicam possível envolvimento de torcedores do Flamengo.

Posição do MPRJ

Em nota, o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) reforçou o compromisso com a segurança nos estádios e o combate à violência praticada por torcidas organizadas.

“Diante da gravidade dos fatos e do risco à segurança da coletividade, o MPRJ requereu a suspensão da análise do TAC e a fixação de novo período de afastamento”, informou o órgão.

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