
A novela em torno da expulsão de Gonzalo Plata ganhou um final feliz para o Flamengo. A Conmebol anunciou oficialmente a anulação do cartão vermelho recebido pelo atacante no jogo de ida contra o Estudiantes, no Maracanã, garantindo sua presença na partida decisiva de quinta-feira (25), em La Plata, pelas quartas de final da Libertadores.

O equatoriano foi expulso aos 81 minutos, após receber o segundo cartão amarelo em uma dividida comum. O árbitro colombiano Andrés Rojas interpretou o lance como falta, gerando revolta imediata dos jogadores rubro-negros, da comissão técnica e da torcida. O episódio pesou ainda mais porque, com um a menos, o Flamengo sofreu um gol no fim e deixou escapar uma vantagem maior.
Em nota oficial, a entidade afirmou que, após análise detalhada das imagens, a Comissão de Arbitragem concluiu que o segundo amarelo foi aplicado de forma incorreta e que a jogada não configurava infração. Apesar de o protocolo do VAR não permitir revisão nesse tipo de lance, a Conmebol decidiu anular os efeitos da expulsão, permitindo que Plata atue no jogo de volta.
A decisão, considerada rara, foi tomada para “salvaguardar os princípios de justiça e equidade esportiva”.
A presença de Plata é vista como fundamental para o esquema de Filipe Luís. O atacante oferece velocidade, drible e mobilidade, qualidades que o Fla considera essenciais para furar o bloqueio defensivo do Estudiantes na Argentina.
Mais do que reforço técnico, a medida traz também alívio psicológico para o elenco, que sentiu a pressão da arbitragem no Maracanã.
O caso reacende a discussão sobre os limites de atuação do VAR em competições continentais. Muitos defendem que situações como essa deveriam ser revisáveis, já que um erro claro pode comprometer todo o equilíbrio esportivo.
Para o torcedor rubro-negro, no entanto, o que importa é que Plata está de volta e será mais uma arma no ataque em busca da vaga na semifinal.






