
Sabe quando uma boa ideia chega na hora errada? Foi assim que José Boto descreveu a novela Mikey Johnston.
O diretor do Flamengo contou que o atacante irlandês estava no radar por um preço acessível, mas o veto presidencial esfriou o negócio.
“Se ele não fosse o primeiro da lista, talvez ninguém reclamasse”, resumiu Boto. A torcida, o barulho, o jeito como se olha para quem chega… tudo isso, para ele, pesou mais que o futebol.
Boto defende que o Flamengo pode e deve explorar mercados menos óbvios, mas sem perder a identidade de clube gigante.
Ele citou o exemplo de Gyökeres, que saiu do Sporting por 70 milhões de euros após vir da segunda divisão inglesa. O paralelo serve para explicar: muitas vezes, craques surgem em lugares improváveis.
A missão, segundo o dirigente, é equilibrar apostas e nomes de peso, garantindo retorno esportivo e financeiro.
Juninho, primeira contratação de Boto, ainda não rendeu o esperado: três gols em 27 jogos e ausência nas últimas convocações de Filipe Luís.
Para o português, isso mostra que o Fla precisa ser inteligente. Nem todo reforço será “o cara” no primeiro treino. É sobre encaixe, sobre entender a cultura e o momento.







