Terreno do Gasômetro: Flamengo define três pilares estratégicos para viabilizar a construção de sua arena própria.

Sonho do estádio: Fla define 3 chaves para viabilizar a obra

O sonho da Nação Rubro-Negra de ter sua casa própria no Gasômetro ganhou um novo capítulo estratégico. Após conseguir remover o prazo de construção que obrigava a entrega até 2029, a diretoria do Flamengo agora trabalha com mais tranquilidade e foca no que realmente importa: a viabilidade financeira do projeto. Para isso, o clube definiu três pilares que funcionarão como um mapa para tirar a arena do papel.

Enquanto a Fundação Getúlio Vargas (FGV) finaliza um estudo detalhado sobre os custos, que podem variar de R$ 2 a R$ 3 bilhões, o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) reforça uma promessa fundamental: a busca pelo estádio não irá comprometer a força do time em campo. O Manto em campo não será sacrificado, e a ideia de uma SAF para financiar a obra está completamente descartada.

Pilar 1: Fazer Mais Dinheiro em Casa

A primeira chave para o sucesso do projeto está na capacidade do próprio Flamengo de gerar mais receita. Bap acredita que o clube tem potencial para aumentar seu faturamento em até 50%, podendo ultrapassar a marca de R$ 1,7 bilhão já em 2025. A estratégia é criar um “caixa extra” com esse crescimento, destinando essa sobra de dinheiro diretamente para o projeto do estádio, sem depender exclusivamente de fontes externas.

Pilar 2: Olho na Economia do Brasil

Atualmente, a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, está em 15%. Para a diretoria, esse patamar torna qualquer tipo de empréstimo ou financiamento uma loucura financeira. Portanto, o segundo pilar é o monitoramento atento do cenário econômico. Uma queda significativa na Taxa Selic é vista como condição essencial para que o clube possa buscar crédito no mercado com condições mais favoráveis.

Pilar 3: Encontrar o Sócio Ideal

O terceiro caminho é a busca por um parceiro estratégico que queira investir na construção. O Flamengo está aberto a essa possibilidade, mas com critérios rigorosos. Qualquer sociedade será avaliada minuciosamente para garantir que não afete a autonomia do clube ou outras áreas vitais. A diretoria busca um parceiro de construção, não um dono, reforçando mais uma vez a recusa ao modelo de SAF.

Próximos passos

Com a pressão do prazo removida, a Nação deve ficar de olho em três frentes principais nos próximos meses: a conclusão e divulgação do estudo da FGV, que trará os números reais do projeto; os balanços financeiros do clube, que mostrarão se a meta de aumento de receita está sendo atingida; e as decisões do Banco Central sobre a Taxa Selic, que podem abrir ou fechar a porta para financiamentos.

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